CORALIS
Carrinho
 

Home >
Artigos
DeskTop 107 - Como criar ICC´s de impressos voltar

Artigo publicado na revista Desktop edição 107. Autor: Marcelo Copetti.
O conteúdo deste artigo, incluindo texto, imagens e ilustrações, não podem ser reproduzidos em parte ou na íntegra, sem a autorização por escrito do autor.
www.dtp.com.br

    Durante os treinamentos de Gerenciamento de Cores, uma das questões mais abordadas e com maiores dúvidas é o processo de criação do perfil ICC.
    As dúvidas variam mas, em sua maioria, giram em torno das opções corretas a serem utilizadas e de cada etapa a ser seguida.
    Neste artigo, mostraremos os passos para a criação do ICC com a explicação de cada uma das opções.

Visão geral do processo
    O método de criação de ICC´s para impressoras jato de tinta, offset, flexografia, impressoras laser, entre outros dispositivos, é uma seqüência de passos simples.
    O importante é ter em mente quais as etapas a seguir para adaptar a cada processo e software utilizados. Iremos verifi car as mais diversas opções de um dos softwares disponíveis no mercado, o Profile Maker 5.0. Porém, as informações aqui passadas podem servir como base também para aplicação nos demais softwares comumente usados pelo mercado, bastando apenas adaptar os conceitos às características de cada programa.

Começando pelo target
    O primeiro passo é escolher o target correto para sua necessidade.
    Muitos usuários escolhem simplesmente o target pela quantidade de amostras. Quanto maior, melhor. Mas é melhor procurar um equilíbrio entre quantidade de cores e precisão.
    Um target com cores demais pode fazer com que a precisão seja muito baixa em um sistema de impressão offset ou fl exografi a. Um target com poucas cores e bem impresso é muito melhor do que um grande com muitas variações de cores.
    Outro detalhe importante é a área disponível. É importante queo target não use as bordas do impresso onde, normalmente, a impressão é mais instável.
Target
Figura 1 - Target ECI 2002 para ser lido com Eye-One Pro.

Medindo um target
    Como o Profi le Maker é dividido em módulos e usaremos o módulo Measure Tool para realizar as medições.
    A vantagem de realizar as medições com esse módulo, em vez de medir diretamente com o Profi le Maker, é a manutenção de um arquivo salvo com os valores medidos, o que permite a você criar vários ICC´s com diferentes confi gurações sem ter que realizar muitas medições, tornando o processo mais fácil e rápido. Imagine o seguinte caso: você precisa reduzir a quantidade de tinta máxima de impressão em papel couché de 360% para 340%.
Measure Tool
Figura 2 - Usando o Measure Tool para fazer leituras do target escolhido.

    Se você tiver as medições salvas, basta repetir o processo de criação do ICC (veja o tópico “Criando o ICC”).
    Para fazer a leitura, escolha a opção Chart na barra de ferramentas.

Média das leituras de targets
    O Measure Tool permite também fazer a média entre uma série de leituras de targets. Essa opção é muito importante quando a variação do processo é grande, como a impressão offset e flexográfica.
    Uma das técnicas para se obter uma leitura mais homogênea em dispositivos com grandes variações de impressão é a leituras de três ou quatro targets em diferentes momentos da tiragem após a estabilização do processo.
    Então, quando se imprime um testform, é necessário inicialmente garantir que a densidade esteja uniforme ao longo de toda a impressão.
    Atingido esse objetivo, faça a leitura de uma folha a partir do início, meio e outra do fi nal, consecutivamente, tendo como base a porção da tiragem que você conseguiu estabilizar. Com a média desses targets, você conseguirá uma leitura que representará melhor o seu processo. Escolha a opção “Avereging” na barra de ferramentas, como mostrado na fi gura 3 (página seguinte).
Average
Figura 3 - Fazendo uma média das leituras de targets.

    Utilize o método “Weighted“. Ele desconsidera valores extremos e agrupa valores semelhantes, buscando reduzir erros de impressão do testform, enquanto que a opção “Simple” faz simplesmente a média aritmética de valores. Essa última opção deve ser usada quando se tem apenas duas medições para gerar a média.

Criando o ICC
    O Profile Maker irá criar os ICC´s de acordo com as opções escolhidas conforme a fi gura 4.
    O primeiro passo é escolher o target usado no campo Reference Data. No campo seguinte, Measurement Data, você deve escolher a sua leitura ou, ainda, a média da leituras, salva pelo Measure Tool. Essa opção será mais fácil se você arrastar o arquivo de medições para cima do campo Measurement Data.
ProfileMaker
Figura 4 - Confi gurações básicas do Profi le Maker.

    No campo Profile Size, escolha a opção Large. Ela dará maior precisão ao ICC e é mais adequada aos processos de impressão com variações maiores.
    No campo Perceptual Rendering Intent existem duas opções: Neutral Gray e Paper Colored Gray. Quando se usa um espectrofotômetro sem o filtro UV, deve-se utilizar a opção paper colored gray. Essa opção altera todas as cores de acordo com a cor do papel, dando o mesmo efeito das cores impressas. Se a leitura do seu target estiver com indícios de branqueadores ópticos aplicados ao papel, o Profile Maker irá habilitar a opção “Correct for Optical Brightner” e ela deverá então estar marcada.
    A opção Neutral Gray, ao contrário, altera as cores apenas nas cores mais claras (altas luzes) enquanto que, no resto da referência, as cores são reproduzidas sem a infl uência da cor do papel.

    O campo Gamut Mapping permite escolher entre três opções:
    • Colorful é uma opção para maximizar as cores saturadas e deixar as cores primárias mais limpas.
    • Classic é a mesma opção da versão 3 do Profi le Maker e sua ênfase está na reprodução de detalhes e luminosidade.
    • Chroma Plus é para preservar a reprodução de cores, enquanto mantém a perda de detalhes ao mínimo possível.
    O campo Viewing Light Source permite escolher a iluminação ambiente em que os impressos estão sendo analisados, buscando reduzir o metamerismo. Essa opção só está disponível quando as leituras feitas no Measure Tool estiverem na forma de dados espectrais, e não como valores em Lab.
    Você pode escolher entre as opções da lista, ou ainda usar uma leitura feita através do Eye-One Pro e o software Eye-One Share. Essas medições de luz podem ser salvas em formato CXF e importadadas para o Profi le Maker. Recomendamos o uso da opção D50, que é o padrão defi nido para a análise de impressos.

Fechando o processo
    Com todas as opções escolhidas da forma correta, bastará clicar no botão Start para o Profi le Maker pedir o nome do arquivo fi nal e começar os cálculos necessários para a construção do seu ICC. Como se pode ver, o processo não é complicado; basta ter as informações corretas e fazer as suas escolhas.
    Agora, mãos à obra. Faça testes com cores diversas (saturadas, neutras, cinzas, cores específi cas de clientes, imagens escuras e claras) o que dará a segurança necessária para colocar o ICC em produção. Evite o lugar comum de pegar um ou dois trabalhoscom poucas cores e que não refletem a gama de cores que temos no nosso espectro. Boa sorte!


Artigo publicado na revista Desktop edição 107. Autor: Marcelo Copetti.
O conteúdo deste artigo, incluindo texto, imagens e ilustrações, não podem ser reproduzidos em parte ou na íntegra, sem a autorização por escrito do autor.
www.dtp.com.br

 

© 2010 Coralis. Todos os direitos reservados. Tel. 11 2915-0544