CORALIS
Carrinho
 

Home >
Artigos
DeskTop 109 - Editando perfis ICC - parte 2 voltar

Artigo publicado na revista Desktop edição 109. Autor: Marcelo Copetti.
O conteúdo deste artigo, incluindo texto, imagens e ilustrações, não podem ser reproduzidos em parte ou na íntegra, sem a autorização por escrito do autor.
www.dtp.com.br

    “Cores de logotipos ou de produtos de clientes importantes são o motivo de usarmos o gerenciamento por meio da edição isolada de cores.”

    Estes artigos têm o objetivo de mostrar detalhes sobre a edição de ICC. Na primeira parte, apresentamos os conceitos básicos da edição. Esta segunda parte mostrará outras opções de edição.

Correções globais
    Essas correções, ao serem utilizadas, afetam diretamente todas as cores que o ICC descreve. As opções são: brilho (lightness que seria traduzida como luminosidade), contraste (contrast) ou saturação (saturation).
    Carregue uma imagem de exemplo e, depois, comece a fazer as alterações e você poderá perceber que as mudanças ocorrem na imagem inteira, ao contrário de outros comandos.

Figura 1 - Correções globais


Edição de cores isoladas
    A edição de cores isoladas é conhecida como Selective Color. Nos softwares de criação de ICC e em vários softwares RIP para provas, você encontrará recursos semelhantes com o mesmo nome. Abaixo, uma tela que ilustra bem esse processo.

Figura 2 - Edição de cor seletiva

    A edição de cores de forma seletiva é útil para corrigir pequenas variações em cores-chave. Cores de logotipos ou de produtos de clientes importantes são, na maior parte das vezes, o motivo de uma alteração como esta.
    Essa alteração é feita com base em valores com formatos Lab, Lch, CMYK ou RGB, de acordo com o ICC selecionado para edição e com a direção da alteração. Para escolher a cor a ser alterada, entre com os valores do lado esquerdo, ou, ainda, escolha diretamente na imagem usando o conta-gotas.
    Além da cor escolhida, é importante defi nir a variação das cores que serão afetadas. Os triângulos que estão colocados abaixo de cada um dos controles deslizantes permitem defi nir essa variação, que é descrita numericamente abaixo dos controles como: Range: L(-3;3) C(-5;5) h (-10;10).
    Os valores indicam os limites inferiores e superiores. E, se for ainda insuficiente, selecione a opção Range Preview para visualizar na sua imagem de exemplo uma cor chapada, mostrando as áreas afetadas pela alteração. Aumente e diminua esses limites de variação e observe as mudanças. A alteração está do lado direito.
    E você pode alterar uma série de cores. Usando o botão Add, você poderá reiniciar o processo com novas tonalidades.
    É muito importante salientar que essas mudanças devem ser feitas de forma sutil. Mudanças drásticas podem trazer efeitos desagradáveis, como solarizações e passagens bruscas entre cores. Teste seu novo ICC antes de colocá-lo em produção.

O ponto branco do ICC
    Todo ICC, ao ser criado, possui entre as informações a cor do substrato (papel branco, jornal, reciclado etc.). Entre as cores que são lidas no target, está o “branco” - uma amostra de cor com 0% de todas as cores CMYK ou ainda 255, no caso de targets RGB. Essa informação tem como um dos objetivos ser usada nos cálculos de conversões colorimétricas (absoluta e relativa).

Figura 3 - Branco do papel no ICC


    O principal motivo para se alterar a cor do branco de um ICC é a sua representação ou simulação estar desagradando. E isso é muito comum em simulações de impressão de provas contratuais de jornais e papéis do tipo Reciclato, nos quais, normalmente, a simulação fi ca mais amagentada ou mais azulada.
    Mas cuidado! Essa variação pode ser um efeito da iluminação errada. Para se certificar, observe a simulação em uma cabine de luz, com padrão D50. A janela de edição do Profi le White Point (fi gura
    3) mostra no quadrado as duas cores: a atual e a cor alterada. A maior difi culdade é a defi nição da cor no formato LCh. Para ajudar nesse ponto, use a janela Selective Color; use o lado esquerdo com valor Lab e transforme para o lado direito em LCh.

Informações do ICC
    Um tipo de edição muito comum no ICC é a mudança do nome interno do ICC. Em alguns casos, o ICC aparece nos programas com nomes errados devido à acentuação, por exemplo.
    Como o nome do arquivo e o nome interno são independentes, não basta renomear o arquivo. No botão Profi le Info, você encontrará a opção para mudar o nome (internal profi le name); basta alterar (figura 4) e salvar novamente o ICC.
    Outra função é usada para alguns programas que não permitem a escolha do método de conversão de cores (rendering intent) e então usam o padrão (default) do ICC (fi gura 4). Para alterá-lo, escolha entre as opções disponíveis na lista Default Rendering Intent.

Figura 4 - Informação sobre o ICC

Artigo publicado na revista Desktop edição 109. Autor: Marcelo Copetti.
O conteúdo deste artigo, incluindo texto, imagens e ilustrações, não podem ser reproduzidos em parte ou na íntegra, sem a autorização por escrito do autor.
www.dtp.com.br

 

© 2010 Coralis. Todos os direitos reservados. Tel. 11 2915-0544